Os desafios de uma mãe no mercado de trabalho

Seria utópico dizer que vivemos em uma sociedade igualitária e ignorar que o mundo corporativo, por vezes, se comporta de maneira preconceituosa quanto à maternidade. Mas há mais de 10, quando ocorreu minha primeira gravidez, os desafios eram ainda mais significativos e questões de inclusão e empoderamento pouco exploradas. Eu, que trabalhava como RH em um ambiente fabril, com mais de 1.000 funcionários e menos de 10 mulheres, tornei-me diversidade pura.

Por sorte (ou será escolha?) a empresa que eu trabalhava: uma grande multinacional americana, já protagonizava iniciativas no tema e o meu gestor, homem, pai e de grande senioridade, fez esse momento não só parecer normal, mas exclusivo ao dizer-me: “Estou seguro que a maternidade torna a profissional muito mais sensível, desta forma use-a e nos ajude a tornar a nossa empresa ainda mais humana!”.

Apaixonada pelo trabalho, parar nunca foi uma alternativa para mim. Hoje, com dois filhos e uma carreira que demanda bastante, tenho consciência que possuo menos tempo com eles, assim como outras tantas mães e outros tantos pais do mundo moderno, mas também estou segura de que nós três temos uma qualidade de relação absoluta.

Algum segredo mágico de mãe? Infelizmente não. Não é possível tornar o dia maior do que 24hs, mas se puder dar um sugestão às mães, que assim como eu tem objetivos de carreira e paixão pelo trabalho: compartilhem de maneira entusiástica e genuína com seus pequenos seus propósitos e resultados profissionais, assim eles saberão sua contribuição para o mundo e terão um modelo de como relacionar-se com o trabalho quando crescerem.

Como profissional, que acredita que os filhos tornam os profissionais mais empáticos, resilientes, focados e engajados, preocupo-me sempre, enquanto líder, reproduzir a boa experiência que vivi ao acolher uma mãe, para que possa trazer também consigo sua máxima felicidade e realização.